Aleksandr Khmelyov, de apenas 22 anos, é o primeiro padre abertamente gay do país (foto : reprodução internet)

Padre gay da Rússia desafia dogmas e declara: “A igreja deve estender a mão!”

Em São Petersburgo, na Rússia, Aleksandr Khmelyov, de apenas 22 anos, é o primeiro padre abertamente gay do país, desafiando não apenas dogmas católicos como principalmente a situação do país declaradamente homofóbico onde vive.

Ele cedeu uma entrevista para o portal de notícias LGBT inglesa Pink News para uma reportagem sobre o assunto no final desta página vão conferir o vídeo.

A Igreja Católica Independente em São Petersburgo – à qual ele pertence – é única no seu gênero por estar aberta a diferentes orientações sexuais e identidades de gênero.

Nascido em Mezhdurechensk, uma cidade a uma distância de mais de 4.300 km a leste de São Petersburgo, Aleksandr teve que deixar tanto sua cidade natal como a igreja ortodoxa, onde ele estava servindo por causa, é óbvio, de homofobia.

Seus problemas começaram quando ele discutiu abertamente sua oposição à guerra na Ucrânia durante um de seus sermões e relançou um quadro em condenação do conflito em suas mídias sociais.

“Tudo começou com uma multa de mil rublos e o confisco do meu laptop, então eles queriam mandar um mandado para a autoridade russa do Serviço de Comunicações. Eles até queriam uma segunda audiência para bloquear meu perfil. Tudo isso foi engraçado”, diz ele rindo hoje da situação.

A conseqüência imediata de sua luta foi um escândalo da mídia em que sua orientação sexual também se tornou pública, causando ameaças de morte tanto offline quanto on-line.

Em casa ele encontrou hostilidade, mas a situação era ainda pior na rua. Cidadãos costumavam gritar insultos homofóbicos para ele, e os grupos de mídia social online começaram a incitar a violência, até mesmo enviando ameaças de morte.

“Isso foi horrível. Eu acabei em um hospital com um colapso, meus nervos não aguentavam mais. Mas no final eu saí. Primeiro fui a Buguruslan para visitar meu amigo e de lá … simplesmente não voltei”, contou ele.

Uma vez em São Petersburgo, Aleksandr encontrou sua comunidade na igreja independente e em protestos e manifestações locais.

Em seus cultos inclusivos da comunidade LGBT, ele não faz segredo de sua política ou orientação sexual.

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