Paris recebe Gay Games em meio a uma onda de agressões homofóbicas na França

Mais de 12.700 participantes de 91 países são esperados durante evento, cuja intenção é atrair a atenção do mundo para os direitos LGBT.
Abertura do Gay Games em Paris (Foto: REUTERS/Regis Duvignau)

Atletas da Arábia Saudita, Egito e Rússia estarão entre as milhares de pessoas reunidas em Paris neste sábado (4) para as cerimônias de abertura da décima edição dos Gay Games, uma competição esportiva cuja intenção é atrair a atenção do mundo para os direitos LGBT.

Mais de 12.700 participantes de 91 países são esperados durante o evento que dura uma semana e apresenta uma diversidade de atletas, jovens e velhos, homens e mulheres, heterossexuais e homossexuais.

Abertura Gay Games em Paris (Foto: Regis Duvignau)

A França tem lutado contra um surto recente de atos anti-homossexuais ao legalizar a reprodução assistida para mulheres gays em 2019 - uma promessa de campanha do presidente francês centrista, Emmanuel Macron.

De acordo com a organização de caridade francesa SOS Homophobie, que luta pelos direitos da comunidade LGBT, o número de ataques homofóbicos subiu 15% entre 2016 e 2017.

Atletas participam da inauguração da vila do Gay Games na prefeitura de Paris (Foto: REUTERS/Regis Duvignau)

Organizadores dos Gay Games disseram esperar que os ganhos para a economia local sejam de 58 milhões de euros.

A cerimônia de abertura na noite de sábado acontecerá no estádio Jean Bouin no oeste de Paris, apresentando shows de circo e dança, assim como a cantora Ada Vox, a primeira drag queen finalista da competição de canto "American Idol".

Pessoas abrem bandeira de arco-íris durante Corrida Memorial do Arco-Íris na abertura dos Gay Games em Paris (Foto: Regis Duvignau/Reuters)
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