Madonna recebeu o prêmio Advocate for Change (Advocacia pela Mudança) da Trigésima edição da GLAAD (Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação).

“LGBTs me ensinaram que não há problema em ser diferente”, diz Madonna em discurso emocionante

A cantora Madonna foi homenageada na 30ª edição do GLAAD Media Awards, premiação criada em 1990 para reconhecer o apoio e defesa de personalidades aos direitos da comunidade LGBT.

A cantora é a segunda pessoa e a primeira mulher a receber o prêmio “Advocate For Change”, honraria entregue a quem, através de seu trabalho, muda expressivamente as condições para as pessoas LGBTQ. Apenas Bill Clinton havia recebido este prêmio em 2013 por seu trabalho em defesa do casamento igualitário nos Estados Unidos.

Madonna é e sempre será a maior aliada da comunidade LGBT e é justo honrar e celebrar nossa maior defensora no maior evento da GLAAD de todos os tempos”, disse a presidente e CEO da GLAAD, Sarah Kate Ellis.

Desde a crise do HIV às questões internacionais LGBT, ela destemidamente luta para que o mundo seja um lugar onde as pessoas LGBT são aceitas. Sua música e arte têm salvado vidas de pessoas LGBT ao longo dos anos e suas palavras e ações afirmativas mudaram inúmeros corações e mentes”, continuou Ellis.

Madonna foi homenageada na 30ª edição do GLAAD Media Awards, premiação criada em 1990 para reconhecer o apoio e defesa de personalidades aos direitos da comunidade LGBT - Getty Images

A premiação aconteceu no dia 4 de maio em Nova York, onde a cantora com os olhos marejados, recebeu o prêmio de Anderson Cooper, Mykki Blanco e Rosie O’Donnell, que fez um discurso poderoso sobre como Madonna a ajudou a se sentir mais confortável com sua própria sexualidade.

Então, aqui estava eu, namorando um homem e fui a Madonna pedir um conselho, disse Rosie. “Eu estava me questionando e estava insegura, minha vida gay estava florescendo, mas eu não sabia bem o que fazer. E ela me disse: ‘Rosie, apenas siga seu coração’, conselho que sigo até hoje”.

Em seu discurso, Madonna enfatizou a importância da comunidade LGBT em sua vida: “Por que eu sempre tenho que lutar por mudanças? Essa é uma pergunta difícil de responder. É como tentar explicar a importância da leitura ou a necessidade de amar. Quando cresci sempre me senti como uma ‘diferente’, como se eu não me encaixasse. E não era porque eu não depilava as minhas axilas, eu simplesmente não me encaixava”, disse.

E continuou: “O primeiro gay que conheci se chamava Christopher Flynn. Ele era meu professor de ballet no ensino médio e foi a primeira pessoa que acreditou em mim. Isso me fez sentir especial como bailarina, como artista e como ser humano. Ele também foi o primeiro homem a dizer que eu era bonita”.

Madonna foi homenageada na 30ª edição do GLAAD Media Awards, premiação criada em 1990 para reconhecer o apoio e defesa de personalidades aos direitos da comunidade LGBT - Getty Images

Depois de se mudar para Nova York, Madonna foi aprender sobre a epidemia de HIV/AIDS quando esta estava no auge dizimando a comunidade gay: “A doença se moveu como uma nuvem negra sobre Nova York e num piscar de olhos a AIDS tirou todos os meus amigos de  mim. Depois que eu perdi meu melhor amigo e colega de quarto Martin Burgoyne e depois Keith Haring, eu decidi colocar a boca no trombone”, contou Madonna.

A cantora é mãe de Lourdes, 22, Rocco, 18, David e Mercy, ambas com 13 anos, e Esther e Stella, ambas com seis anos. Madonna também revelou que sua filha Lourdes – que ela teve com o dançarino cubano Carlos Leon – já está planejando seguir seus passos. Descrevendo sua filha pelo apelido Lola, a cantora disse: “Lola é incrivelmente talentosa. Eu estou verde de inveja porque ela é incrível em tudo que faz. Ela é uma dançarina incrível, é uma ótima atriz, toca piano maravilhosamente bem e é muito melhor do que eu no departamento de talentos. Mas ela não tem o mesmo impulso”.

Madonna encerrou seu discurso falando sobre  a importância do amor: “Porque quanto mais cedo você realmente entender o que significa amar, você entenderá o que é preciso para se tornar um ser humano. E esse é o dever de todo ser humano: de lutar, de advogar, de fazer qualquer coisa que quisermos a qualquer que seja o preço… Madame X é uma lutadora pela liberdade”.

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