O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) - Foto: André Melo Andrade/Am Press & Images/Estadão

Witzel decreta lei estadual que pune homofobia no Rio de Janeiro

seus diretos

25 de fevereiro - 2020

Folha de São Paulo | G1

Aliado de Jair Bolsonaro e suas ideologias, o governador do Rio de Janeito, o governador Wilson Witzel, surfou na onda da extrema direita para ser eleito, mas na última terça-feira,(18 de fevereiro), regulamentou uma lei que pune o crime de homofobia.

Vale lembrar que Wilson é pai de um jovem LGBTQ+, e o mesmo – Erick, tornou-se funcionário público após a eleição governamental.

Tal lei havia sido engavetada, uma vez que a mesma foi apresentada em 2015 por partidos de centro-esquerda, mas só então recebeu uma regulamentação.

Conforme noticiou a Revista VEJA, o decreto do governador Witzel prevê punições administrativas para estabelecimentos comerciais, públicos, entidades, fundações e entes privados, que discriminarem e/ou praticarem qualquer tipo de ações discriminatórias em função da orientação sexual, identidade de gênero e sexo.

Pela lei, as medidas cabíveis devem ser adotadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social. Ainda não foram divulgadas informações acerca de valores e punições.

Witzel vai tornar sem efeito decreto que prevê punição por discriminação sexual no RJ

O governador Wilson Witzel vai tornar sem efeito um decreto que prevê punição pela prática de homofobia no Estado do Rio.

A informação foi publicada pelo jornal O Globo. O jornal afirma que o decreto será mudado após pressão de deputados federais da bancada evangélica.

Em nota enviada ao G1, a secretaria da Casa Civil confirmou que o decreto será tornado sem efeito a partir da próxima quinta-feira (27 de fevereiro ), para corrigir o texto. Segundo a nota, o decreto foi "publicado equivocadamente, sem a correção do governador Wilson Witzel, excluindo fatos não contidos na lei".

O decreto, publicado no dia 18 de fevereiro, regulamenta uma lei de 2015 do Executivo, e prevê punições a qualquer estabelecimento, entidade, representação, associação, fundação ou prestador de serviço que pratique discriminação contra pessoas em função do sexo, identidade de gênero ou orientação sexual, ou que adotem atos de coação ou violência física e verbal contra as vítimas.

A fiscalização ficaria por conta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, que poderia decidir por um valor de multa a ser paga.

A punição, de acordo com o decreto, seria agravada caso envolvesse também atos de racismo ou intolerância religiosa.

Leia a íntegra do decreto:

"Art. 1º O estabelecimento público, comercial e industrial, entidades, representações, associações, fundações, sociedades civis ou de prestação de serviços, que por atos de seus agentes, proprietários ou prepostos discriminem pessoas em função de sexo, identidade de gênero ou orientação sexual, ou contra elas adotem atos de coação ou violência, física ou verbal ou omissão de socorro, cometem infrações administrativas puníveis nos termos da Lei Estadual nº 7.041/2015 e deste Decreto.

Art. 2º A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos é o órgão competente para apuração dos fatos e da responsabilidade, através da Subsecretaria de Promoção, Defesa e Garantia dos Direitos Humanos, mediante comunicação de ocorrência de conduta discriminatória, prevista na Lei Estadual nº 7.041/2015 , atendidas as disposições da Lei nº 5.427/2009 .

Art. 3º Poderá efetuar comunicação de ocorrência de conduta discriminatória por escrito ao órgão competente, além do cidadão que tenha sofrido a conduta discriminatória:

I - o Ministério Público;

II - a Defensoria Pública.

Art. 4º A ocorrência de processo administrativo por conduta discriminatória será comunicada ao Conselho dos Direitos da População de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Estado do Rio de Janeiro que se manifestará quanto à procedência da representação e, a admitindo, encaminhará o procedimento à Assessoria Jurídica da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

Art. 5º Após a manifestação do Conselho, a Assessoria Jurídica emitirá parecer, quanto à juridicidade da representação, condições de procedibilidade e punibilidade da conduta noticiada e conforme previsto no artigo 8º.

Art. 6º Da decisão do Conselho caberá recurso à Secretária de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

Art. 7º Serão agravadas as penalidades quando, além de discriminação sexual ou em razão de orientação sexual, a conduta discriminatória envolver racismo ou intolerância religiosa.

Art. 8º A multas terão gradação de 5.533 a 22.132 UFIR-RJ, observados para aplicação os critérios elencados nos artigos 69 a 74 da Lei Estadual nº 5.427/2009 .

Art. 9º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 2020

WILSON WITZEL"

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